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P.R.S. - Partido de Renovação SocialO Partido de Renovação Social (P.R.S.) foi fundado a 18 de Novembro de 1990 em Luanda, por um grupo de patriotas de origem social humilde e camponesa com o propósito de defender os interesses do povo angolano que há muito vem almejando a construção de uma sociedade justa, onde todos os angolanos possam usufruir uma vida feliz e melhor para o seu bem estar.
   

Opinião

Consulte mais informações sobre o federalismo.

Considera o Federalismo um bom modelo político para Angola?
Em Angola não há Eleições Autárquicas, que permitiriam a eleição de Governadores Provinciais pela População Local. Os Governadores são, neste momento, nomeados pelo Partido no poder.

Concorda com a criação de Eleições Autárquicas, que permita a eleição de Governadores Provinciais pelo Povo, ao invés de serem nomeados?

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Discurso do Secretário Geral do PRS no Kuito, durante a Campanha Eleitoral
"Queremos apenas um país para todos, um país onde cada cidadão angolano seja tratado com respeito e dignidade. Queremos um país onde, ser de um partido não significa mais arriscar a vida, mas sim a exaltação da diferença e da cidadania."


Povo angolano,
Irmãos e Irmãs

As nossas saudações.

Hoje temos a oportunidade de estar aqui, no Kuito, para afirmarmos um momento especial.

O povo angolano é chamado a escolher um novo governo. O povo é chamado a votar, o povo é chamado a julgar a conduta dos governantes e líderes políticos. A sentença do juíz, que é o povo, é secreta! Não podemos ter medo de nada.

Gostaria, antes de continuar, de render homenagem a todos os cidadãos do Bié, pela forma extraordinária como têm demonstrado na sua recuperação psico-social e pelo vigor com que tem olhado para o futuro.

O PRS está aqui hoje, convosco, para manifestar a sua solidariedade e caminhar convosco, sem confusões nem temores, para um futuro diferente. Falamos de um futuro de segurança, de tranquilidade e, acima de tudo, de liberdade de expressão e de respeito à  cidadania.

À boca pequena alguns activistas políticos espalham mensagens, boatos segundo quais, haverá câmaras secretas nas assembleias de voto, para espiar quem vai votar em quem. Isso é mentira! O povo pode e deve julgar à vontade e de acordo apenas com a sua própria consciência e vontade de escolha.

Outros activistas, sempre dispostos a amedrontar o povo e a enganá-lo dizem que se o povo não votar em A, então, haverá terramoto, problemas no país. Os irmãos que assim agem, têm culpas no cartório, têm medo de enfrentar a luz da justiça, a união e a solidariedade do povo para com os que sofrem, os que são maltratados, os que são roubados, os que são excluídos e tratados como menos gente do que aqueles que, se julgam donos e senhores de Angola.

Com o PRS, o povo será ouvido e respeitado, o povo terá voz activa na resolução dos seus próprios problemas. Para atingirmos esse passo de liberdade, para todos angolanos, sem exclusão, precisamos antes de resgatar a pátria. Através do voto no dia 05 de Setembro votem no PRS para ser o vosso porta-voz na Assembleia Nacional.

Angola continua refém, há 33 anos, do mesmo grupo de indivíduos que transformou o poder, o Estado angolano, numa área de pasto privado. São os tais cabritos que comem onde estão amarrados! Esses senhores, que se orgulham em ser simbolicamente chamados de cabritos, amarraram-se ao poder para comerem sozinhos e com as suas famílias, as riquezas de Angola. Os cidadãos que se manifestam contra as práticas do cabritismo político são afastados e severamente castigados. Esses cabritos usam os bufos para denunciar os honestos, os íntegros e os críticos. Os mais fracos são corrompidos para fazerem parte do sistema. A honestidade, a honra, a dignidade e o sentido de justiça são sentimentos que o povo do Bié muito preza e sempre procurou manter, mesmo nos tempos mais difíceis da sua história. É com emoção e admiração que reconhecemos esta virtude. É esta virtude que queremos reintroduzir como valores fundamentais, nas instituições públicas, no relacionamento entre dirigentes e dirigidos e no seio da sociedade em geral.

O PRS é contra o poder que se entrincheira na corrupção, no uso da força para silenciar os outros, na má-fé, na distribuição de bens para calar a boca aos quadros e críticos. O PRS é contra o poder que contrata estrangeiros para o ajudar a enganar o povo. Somos contra o poder que promove empregos O PRS é contra o poder que entrega, de mão beijada, todo o processo de reconstrução nacional à vontade e aos caprichos de um general e de um governo estrangeiro. O PRS é contra o poder que governa para criar melhores condições de vida apenas para as elites e os estrangeiros que são atraídos pelas riquezas de Angola, mas cuja contribuição ao desenvolvimento dos angolanos é mais propaganda do que realidade.

Vamos continuar a permitir que Angola seja refém? Com o voto, e sem medo, o povo pode e deve devolver Angola aos angolanos!

O povo pode também acabar com a bipolarização, o cenário em que votar em A ou B só causa problemas. O PRS, é o primeiro partido no boletim de voto, o PRS é a terceira maior força política em Angola. O PRS é a alternativa. O PRS não é uma escolha entre o mal e o mal menor, mas a escolha certa.

Com o PRS, o povo aqui no Bié, e em toda a Angola, terá a capacidade e o poder de participar na organização de um sistema político que confere autonomia, através das autarquias, às províncias. O PRS defende a eleição dos governadores provinciais, da criação de assembleias provinciais, câmaras municipais e conselhos para as comunidades e bairros de modo a que o poder seja exercido da base para o topo. Em democracia, o poder funciona assim, da base para o topo. Aqueles que insistem em permanecer no poder, não são democratas. Será que consultam o povo? Não! Porquê? Porque são autoritários, armados em que só eles sabem e os outros não. O saber roubar, o saber escravizar o seu próprio povo, o saber enganar e saber embebedar a população são formas de destruição moral, cívica, política, social, económica e cultural do país e do povo. Esse tipo de experiência do mal deve ser condenado pelo povo. Deve ser rejeitado. A experiência do mal deve ser demitida pelo voto popular! O exercício político, que parte da base para o topo, permite o surgimento de uma classe política representativa dos interesses nacionais, comprometida com a sua base eleitoral e verdadeiramente engajada no desenvolvimento humano e material da sociedade angolana.

Será que o povo vai trocar o seu voto pelo entusiasmo passageiro dos espectáculos musicais, das ditas maratonas culturais que promovem o alcoolismo no seio da juventude, e da propaganda política? Será que o povo vai votar nas mesmas pessoas que obrigam as crianças, aqui no Kuito, e em outras regiões da província, a estudar debaixo das árvores, enquanto desviam os orçamentos para engordar as suas contas bancárias pessoais? Se isso acontecer, então, poderemos dizer que o povo tem o governo de assaltantes que escolheu. O país registará um atraso maior. Condenaremos os nossos filhos a um futuro de servidão, de bajulação e de exclusão.

Em Luanda, onde a ilusão faz parte do modo de vida de muitos cidadãos, as pessoas são enganadas com prédios particulares bonitos, na sua maioria ocupados por empresas estrangeiras ou moradores estrangeiros. Aqui, o povo vive sem qualquer ilusão. Aqui o sofrimento é indisfarçável.

Mal a nova Assembleia Nacional entre em funções, em finais de Setembro ou princípios de Outubro, teremos de aprovar uma nova constituição. Cabe ao povo mudar a Assembleia Nacional, colocar outro partido no poder para que a nova constituição garanta autonomia de gestão às províncias, através da eleição dos governadores, assembleias provinciais e para que possamos ter órgãos de consulta popular, como câmaras municipais e conselhos das comunidades e bairros. Através desse processo, os políticos terão de responder às preocupações dos cidadãos, a nível local. Só assim o poder será descentralizado, desconcentrado e devolvido ao povo, o soberano de Angola.

A elaboração da nova constituição tem de ser a festa da liberdade de todos os angolanos. Em 1975, alcançámos a independência, mas sem paz nem liberdade. Em 2002, conquistámos, todos nós angolanos, a paz. Em 2008, temos a grande oportunidade de finalmente celebrarmos a liberdade do povo.

Hoje a opressão maior que os angolanos sentem é social e económica. A maioria dos angolanos permanece excluída do crescimento económico que tanto se fala no mundo inteiro. Dizem lá fora, e os nossos dirigentes se gabam, em Luanda, que Angola é o país com maior crescimento económico no mundo.

O povo do Bié está a ver esse crescimento? O povo do Bié tem hoje abundância de alimentos e a preços baratos? De empregos e de oportunidades? Quantas fábricas há hoje no Bié? Quantas cooperativas de agricultores realmente ajudam o camponês a escoar os seus produtos para os mercados e a ser devidamente pago? Se o camponês for ao banco pedir um empréstimo para comprar um tractor, mesmo tendo uma grande lavra, conseguirá dinheiro? Sem o cartão de militante do partido da corrupção, o camponês poderá bater alguma outra porta para pedir ajuda ao Estado?

O povo aqui está a ver o crescimento económico? Então, onde é que está o maior crescimento económico do mundo? Ou será que não é para vós, irmãos bienos? Devemos todos ficar contentes porque as contas dos nossos dirigentes e os seus negócios privados crescem mais do que os cofres do Estado e os empreendimentos públicos? Ou estamos diante da confusão de não sabermos a diferença entre as riquezas privadas dos dirigentes e o património do Estado? Esse crescimento económico será apenas para Luanda? Nos musseques de Luanda, onde vivem mais de 80% da população da capital, o povo também reclama que não está a ver esse crescimento a mudar as suas vidas. No Zaíre, nas Lundas, em Malanje, no Cunene, no Moxico e um pouco por todo o país, o povo só está a ver chineses. Crescimento económico nada!

Vamos permitir que apenas as famílias reinantes continuem a trabalhar para serem donos e senhores absolutos das riquezas de Angola?

Dos diamantes que estão a sair do Bié, na Lúbia, Seteca e outras áreas, o povo está a beneficiar? Quem são as principais famílias que beneficiam? O povo sabe a resposta. O povo conhece a verdade. O PRS fala a verdade!

O PRS está livre de ódios. O PRS não tem medo da justiça, porque quem está do lado do povo só tem a ganhar com a justiça. Sem justiça não há democracia!

Sem liberdade não há democracia!

O teu voto deve ser pela justiça e pela liberdade!

Vota PRS, o Partido da Justiça e da Liberdade!

Actualizado em: 15-Set-2008