| Discurso do Secretário Geral do PRS no Huambo, durante a Campanha Eleitoral |
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"Quem confia inteiramente na mão de obra estrangeira até para construir cubatas, enquanto 60% da força de trabalho angolana está desempregada, não tem nenhum caminho seguro para guiar o povo para um futuro melhor."
Estimado povo do Huambo, Irmãs e irmãos! Em paz vos saudamos! Com o espírito de respeito e de tolerância vos abraçamos. Hoje, nos reunimos aqui para discutirmos a oportunidade de termos um governo diferente. Estamos aqui para discutir convosco a escolha de um governo pelo povo e que sirva o povo. Um governo que respeite a diferença e a vontade do povo. Os angolanos querem viver em paz, com tranquilidade e com liberdade de expressão, com liberdade de escolha e de movimentos. O povo quer viver sem medo e construir Angola com base no diálogo e na boa-fé. Infelizmente, há dias tivemos aqui um exemplo, no Huambo, de um partido que continua a apostar na violência para intimidar os militantes de um outro partido. Há aqui um partido que se julga dono e senhor de Angola e com poder para manter os outros sob ameaça e continuar a governar à força. Aproveitamos esta oportunidade para manifestarmos a nossa solidariedade, o nosso apoio incondicional às vítimas da intolerância política nas localidades de Galanga e Kipeyo, no município do Londuimbali. O PRS é por uma campanha cívica, em que os partidos têm a oportunidade de demonstrar os seus programas políticos à população sem necessidade de golpes baixos. Mas, o PRS não pode deixar de repudiar, de forma enérgica, todos os actos de violência que visam intimidar a população e obrigá-las a votar contra a sua vontade. Por isso, o PRS apela à população a não ter medo e a votar de acordo com a sua própria consciência, de acordo com o seu julgamento sobre os que governam e os que pretendem governar. Caros compatriotas, feito esse reparo, breve mas importante, passamos a partilhar convosco algumas das nossas principais ideias sobre o novo governo que pretendemos para Angola e as medidas a serem tomadas para a melhoria das condições de vida das populações. Para que possamos ter um governo com vocação para servir os cidadãos, sem discriminação de por diferença étnica, partidária ou de outro carácter anti-constitucional, devemos primeiro resgatar a pátria. Devemos antes devolver a soberania de Angola ao povo angolano. Hoje, somos todos reféns de um sistema que nos transforma, filhos humildes e dignos deste país, em cidadãos de segunda classe. O PRS tem ideias sobre como revitalizar a agricultura e o parque industrial do Huambo, de modo a garantir, primeiro, a segurança alimentar da população e, segundo, estimular a criação de empregos e a produção nacional de bens de consumo e industriais. Os camponeses hoje, no Huambo, para beneficiarem de qualquer tipo de ajuda do Estado, têm de apresentar cartão de militante do partido no poder, têm de ser membros da UNACA, uma associação de camponeses controlada pelos interesses particulares de um partido. Como podemos, com essa situação de abuso de poder, nos aproximarmos da população, dos camponeses do Huambo para junto sentarmos e discutirmos novas formas de fomento da agricultura na província? Precisamos, antes de mais, uma alternativa aos partidos que causam medo, que tiram sossego às populações. O PRS é a terceira maior força política em Angola e é a primeira escolha no boletim de voto. Estamos aqui para servir o povo como alternativa, como a ponte para um futuro melhor. A nossa proposta é simples. Devemos organizar antes um programa de consultas com os camponeses, os estudantes da Faculdade de agronomia, os comerciantes de produtos agrícolas e outros sectores da sociedade para garantirmos um sistema funcional e articulado desde o fornecimento de instrumentos agrícolas, sementes e outros incentivos, passando pela produção, colheita, escoamento, e distribuição e venda em vários pontos do país. Esse plano também inclui a definição, demarcação e concessão de títulos de posse de terra aos camponeses para protegê-los contra as expropriações arbitrárias levadas a cabo por generais, ministros e outros indivíduos com poder de manipular a lei, as forças da ordem. Perguntamos, pois, quantos camponeses aqui no Huambo têm um documento a garantir a sua posse de terras? Nós queremos legalizar, passar documentos a todos os camponeses cuja ocupação de terras seja reconhecida pelas comunidades, de acordo com a Lei de Terras. Por outro lado, para garantir que os camponeses tenham maiores garantias de participação numa economia funcional, acabaremos com os privilégios dos empresários partidários. Daqueles empresários que só trabalham para um partido, para cumprir ordens e agendas partidárias. O PRS é pela igualdade de oportunidades e a favor da justiça económica. Há aqui, no Huambo, muitos irmãos e muitas irmãs com capacidade para fortalecer o empresariado nacional, de forma criativa e genuina, são impedidos por não terem cartão de militantes ou por não pertencerem a certas famílias, e não se prestarem a papéis servis no processo de consolidacão de uma elite neo-colonial. Só um empresariado livre de pressões partidárias, que seja regulado pelas leis de mercado, pode contribuir para o estabelecimento, no Huambo e noutros pontos do país, de pequenas indústrias transformadoras para melhor aproveitamento da produção agrícola. Falamos de fábricas para transformação de frutas em sumos, de conservação de tomate, etc. Essas indústrias podem gerar muitos empregos para a juventude, mais impostos para a administração local e servir de base para o crescimento económico sustentável. A agricultura é a base para um desenvolvimento sustentável em Angola. É a agricultura que garantirá aos mais de 60% dos angolanos que vivem com menos de dois dólares por dia, o desafogo da pobreza extrema. É a agricultura que transformará as áreas rurais no sentido da melhoria da qualidade de vida das populações locais e suas infrastuturas. Cumpre-nos esclarecer ao povo que houve sempre falar no grande crescimento económico de Angola, como um dos maiores do mundo, enquanto a miséria da maioria se agrava com o aumento inaceitável do custo de vida. Esse crescimento se deve aos altos preços do petróleo e ao facto do governo ter políticas de gestão que limitam a distribuição das riquezas a um grupo muito pequeno de dirigentes, familiares seus e aos seus sócios estrangeiros. Assim, os números da economia angolana são impressionantes, porque o povo não vê nada. Não há transparência na gestão das riquezas do país. Os governadores agem como capatazes e não como os líderes mais próximos do povo. O PRS é contra esse crescimento da exclusão e do roubo desenfreado dos recursos que a todo o povo pertence. Em todo o país, há uma grande campanha dos que têm tudo, dos que controlam as nossas riquezas como se fosse o tesouro particular de um só grupo. Essa campanha anuncia que o caminho seguro para Angola, o único caminho seguro para uma Angola melhor é com esse grupo. Povo do Huambo, se votarmos na continuidade do regime, o único caminho seguro para Angola será o da corrupção, da privatização do Estado, da transferência do poder para os filhos. Então o único caminho seguro será o da imoralidade, do neo-colonialismo e da total falta de respeito pelo povo e pela sua vontade. Será o caminho do uso da força para reprimir a liberdade do povo. Esse caminho apenas é seguro para os que, tendo roubado, tendo abusado o poder durante 33 anos, só vêem na manutenção do poder a sua forma de escapar ao julgamento do povo e da história, perpetuando-se no poder.Rejeitemos esse caminho e escolhamos o nosso próprio caminho, do diálogo, da concórdia e da solidariedade entre todos os cidadãos angolanos na construção de um futuro melhor. Repudiemos o caminho da mentira, das falsas promessas. Tenhamos cuidado para não sermos colonizados outra vez. Com o avanço das tecnologias, nem sequer para escravos serviremos. Há um país que fornece centenas de milhar de trabalhadores que são pouco mais do que trabalhadores forçados. O povo sabe quem são, estão por todo o lado. Devemos respeitá-los, mas não devemos permitir que o nosso país seja outra vez entregue à gestão de estrangeiros, como tem sido desde a independência, porque os que estão no poder e se reclamam como detentores de grande experiência, nada conseguem fazer sem a ordem do assessor ou do invisível patrão estrangeiro. Será que estamos a falar à toa? O povo sabe! O PRS fala a verdade! É com a verdade e com coragem que nos libertaremos da opressão. O povo aqui no Huambo vive oprimido, vive angustiado. O PRS está aqui para mostrar-vos o caminho da liberdade! Este é o único caminho seguro para construirmos Angola. É o caminho da liberdade para todos os cidadãos. Só PRS, a primeira escolha no boletim de voto, está em condições de vos garantir uma transição para uma verdadeira nação sem ódios nem vinganças. Abaixo a violência! Abaixo a corrupção! Abaixo a opressão! Viva a liberdade! Viva a democracia! Viva a mudança de regime! Viva Angola! Viva o PRS! Vote no PRS, a escolha número 1 no boletim de voto. |
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| Actualizado em: 15-Set-2008 |

