Sequestro De Um Dos Membros Do Comité Provincial De Luanda
Conferência De Imprensa
Realizada Aos 01.08.07 No Centro De Conferência Aníbal De Melo
De um tempo a esta parte, o Partido de Renovação Social, tem vindo a denunciar a onda de crimes que são praticados por indivíduos devidamente identificados contra este Partido.
Essa onda de crimes organizado está enquadrado na estratégia de um partido que crê que só pode ganhar as eleições aumentando o grau de intolerância política, contra partidos políticos da oposição impedindo o crescimento vertiginoso que este tem conhecido nos últimos dias, intimidando os seus membros usando por vezes as estruturas do Governo e recorrendo a métodos horrorosos e levianos que nem se quer fazem parte de jogos políticos.
Para não realçarmos o que acontece no interior do País, vamos apontar alguns dos factos que acontecem em Luanda, espaço onde se crê haver um exercício político-democrático.
Sem considerar o passado vamos contextualizar o que aconteceu de 25 à 30 de Julho do corrente ano.
No município de Viana, no Bairro Km 40 o coordenador do comité de acção do MPLA e simultaneamente coordenador de bairro, recolheu a propaganda do partido destinado aos membros daquela localidade, encerrou a sede do núcleo, sob o pretexto de ter ordens das autoridades superiores.
Ainda no município de Viana o núcleo do Km 9, da zona E, vulgo Fofoca, foi vandalizado por várias vezes, chegando-se (neste período de tempo), ao ponto de ser pilhado por totalidade e consequente destruição.
E no passado dia 30 de Julho, as 21 horas no bairro Palanca, o Dr. Ibraihim Mussanganga, depois de ter sido advertido por reiteradas vezes por membros afectos a comissão do bairro da zona, sobre o trabalho que tem estado a apresentar em prol do PRS, é considerado auténtico perigo por crer-se estar a desvincular os militantes do MPLA, forçado a mudae de residência foi abordado na sua nova residência por um grupo de três elementos, sob o pretexto de inscreverem-se nas fileiras do partido. Recebendo explicações devoidas.
Apontaram as suas armas ao Dr. Coordenador Ibrahim e a sua esposa, forçando-lhes a entrar numa viatura de marca toyota carina II de cor azul escuro onde estava um condutor já a espera. Para além de terem exigido toda a documentação do partido.
Depois de alguns Kms de marcha compreendendo a motivação política do rapto o coordenador Mussanganga, rogou aos raptores que libertassem a sua esposa por esta não ter absolutamente nada haver com as suas escolhas políticas.
Num acto de surpresa compaixão os raptores decidiram libertar a D. Maria Carolina, junto ao cemitério da Santana.
O Coordenador Mussanganga foi conduzido a um local incerto onde foi molestado, maltratado e obrigado a assumir a renúncia do partido e as actividades que exerce.
Minhas senhoras e meus senhores
Senhores jornalistas
Como podeis constatar, este crime não foi perpretado por vandalos ou meliantes e porque o coordenador Ibrahim, vive numa casa modesta sem haveres de valor, interessantes aos meliantes.
É im crime perfeitamente enquadrável na luta política-ideológica.
Lamentavelmente existem regras da etíca política e ideológica para disputa política. Estas são demasiadamente baixas.
Enfim, é este processo democrático que stamos a construir.
O PRS, deplora este procedimento que em nada contribui se não em aumentar o grau de intolerância política que por si só é grave, numa altura que se pretende consolidaR a paz e a reconciliação nacional.
Luanda, aos 01 de Agosto de 2007
O Secretariado Executivo Nacional